[21.08.2017] Dinâmica na Paulo Freire

A dinâmica foi realizada na ocupação Paulo Freire com a presença dos moradores e coordenadores do MLB. A conversa teve como base o mapa e a maquete das ocupações do Barreiro, produzidas e readaptadas. No mapa foram marcadas as ruas, o terreno em estudo, as ocupações, os cursos d’água, os equipamentos, as empresas e instituições do entorno. A partir do jogo, com a proposição de ícones associados a perguntas disparadoras, foi possível somar novas informações, marcos e referências ao mapa, carregados de impressões e percepções dos moradores das ocupações. Dentro dessa dinâmica também foi possível mapear novos e importantes contatos e parcerias internas à Paulo Freire, como pedreiros, construtor civil, estofador (com experiência em automóveis) e serralheiro.

A  proposta do ônibus doado ao MLB foi bem recebida pelos moradores, que demonstraram interesse tanto pela ideia do ônibus como forma de locomoção pela cidade e acesso a cultura, teatro, lazer e às manifestações políticas, quanto pela possibilidade de pensar o ônibus para além da sua estrutura, o que foi vital para as discussões propostas pelas referências ao longo da conversa. Com os grupos articulados de forma mais coesa, foi interessante experimentar os efeitos positivos das interlocuções entre as referências, o jogo e a maquete do ônibus por exemplo. A inserção de novos elementos à maquete, como cabideiros, referências de móveis como caixotes de madeira reciclável e, principalmente, a ideia dos assentos presos por velcro,  possibilitou e instigou a proposição de novos layouts e desenhos para a parte interna do ônibus. Nesse contexto, também, foi possível pensar em novas intervenções a partir de elementos acopláveis a estrutura, como toldo, placas de madeira em forma de palco, entre outros. A presença de figuras em escala humana, também foram importantes para o processo de visualização do espaço.

Em geral, a partir da dinâmica foi possível perceber como o ônibus pode funcionar como uma estrutura multiuso, ônibus-como fonte de renda em forma de feira ou bazar, ônibus-como meio de acesso à cidade formal, ônibus-como biblioteca, ônibus-como área de lazer, entre outros. Contudo, segundo os moradores e coordenadores das ocupações do barreiro, a ideia principal é pensar além desta definição dos usos, a fim de pensar o ônibus como um atrativo a partir de uma proposta que estimule a interação com a comunidade em geral. Nesse sentido, o ônibus passa a ser visto como um meio que conecta os moradores ao entorno que o cerca, ao mesmo tempo que instiga o aparecimento de novas redes de relações.

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